Em setembro, Trindade fez rodas de conversa em escolas, palestras da Prefeitura e ações do CAPS para marcar o Setembro Amarelo. O trabalho teve alcances importantes — acolhimento em Centros de Atenção Psicossocial, atividades em unidades escolares e mobilizações comunitárias —, mas enfrenta gaps na divulgação de canais permanentes, capacitação contínua de profissionais e na integração entre escolas, saúde e rede social. Este texto lista o que aconteceu, avalia resultados e deixa um guia prático (telefones, endereços e orientações) para quem precisa de apoio. (Leia até o fim: há números e contatos úteis.)
Setembro Amarelo não é só fita amarela: é oportunidade de checar se a rede local salva, acolhe e orienta quem precisa. Em Trindade, a campanha deste ano teve atividades visíveis — palestras, rodas de conversa em escolas e programação do CAPS — mas a eficácia depende de continuidade, divulgação e articulação entre serviços. Abaixo, o que fez a prefeitura e parceiros, uma avaliação franca e um guia prático para quem busca ajuda imediata. fonte

O que aconteceu em Trindade?
- Palestras e rodas de conversa promovidas pela prefeitura com participação do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e PAIF, voltadas a grupos da cidade. Essas ações visaram sensibilizar a comunidade e divulgar a rede de acolhimento. fonte
- Atividades nas escolas — exemplo: roda de conversa na Escola Tabelião Augusto da Costa (10 de setembro), com foco em alunos e profissionais. Essas ações ajudam a identificar sinais de risco entre jovens. fonte
- Mobilização do CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) com programação de celebração da vida, oficinas e gincanas — iniciativas que reforçam o trabalho comunitário em saúde mental. Em Trindade, os CAPS (como o CAPS AD Renascer) oferecem atendimento multidisciplinar e programação contínua. fonte
- Participação em agendas estaduais e materiais oficiais: o Governo de Goiás e o Ministério da Saúde divulgaram campanhas, cartilhas e eventos ligados ao Setembro Amarelo, fortalecendo o quadro informativo em todo o estado. fonte
Onde procurar ajuda — Contatos e serviços em Trindade
Se você está em crise, em risco imediato ou conhece alguém que precisa de apoio, use estes canais:
- CVV — Centro de Valorização da Vida (atendimento nacional, gratuito e sigiloso): telefone 188 (24h), chat e e-mail. fonte
- CAPS AD Renascer (Trindade) — equipe multidisciplinar e atividades terapêuticas; telefone informado pela prefeitura e bases locais: (62) 3506-7058 / Secretaria Executiva do CAPS: (62) 3506-7000. Endereços e horários estão na página da prefeitura. fonte
- Secretaria Municipal de Saúde (Trindade) — procure a unidade de saúde mais próxima para acolhimento e encaminhamento. Telefone geral e informações sobre UBSs e programas constam no portal municipal. fonte
- Unidades Básicas de Saúde (UBS) — para agendamento de consulta e acompanhamento local; muitas UBSs realizaram ações educativas no mês. Consulte a lista no portal do município ou no CNES/DATASUS. fonte
Dica prática: se a pessoa estiver em risco imediato, chame os serviços de emergência locais (SAMU/192) e, depois, busque atendimento no CAPS ou UBS para continuidade do cuidado.
Avaliação: o que funcionou e o que precisa melhorar
Pontos positivos
- Ações comunitárias (escolas, CRAS, CAPS) trouxeram visibilidade e abriram portas para diálogo — essencial num tema marcado por tabu. fonte
- CAPS manteve programação focalizada em convivência e reabilitação psicossocial, oferecendo espaço para quem já estava em acompanhamento. fonte
Gaps identificados
- Divulgação incompleta de canais permanentes: muitas pessoas lembram de campanhas apenas em setembro; faltou reforço sobre serviços 24h e fluxos de encaminhamento durante o restante do ano.
- Capacitação contínua de profissionais da educação: uma roda de conversa é eficaz, mas professores e gestores precisam de formação prática para identificar e agir diante de sinais de risco.
- Integração entre rede social, educação e saúde: ações pontuais ajudam, mas o ideal é um protocolo local claro (quando e como acionar CAPS, UBS ou família), com fluxos públicos e simples.
Recomendações práticas para a prefeitura e organizações locais
- Mapear e divulgar (em cartazes, redes sociais e postos de saúde) um “Guia de Acolhimento de Trindade” com telefones e passos: quem aciona CAPS, como encaminhar jovem da escola, onde pedir visita domiciliar.
- Capacitar professores e agentes comunitários com oficinas práticas (guias de escuta, sinais de alerta, fluxos de encaminhamento).
- Manter canais ativos o ano todo — reforçar o CVV (188) e garantir que a população saiba onde encontrar acolhimento local mesmo fora de setembro. fonte
- Monitorar e publicar resultados: quantas pessoas foram atendidas por CAPS/UBS no mês; quantas rodas de conversa ocorreram; avaliação qualitativa de participantes (permitirá medir impacto).
Fontes e navegação (links oficiais e confiáveis)
- Prefeitura Municipal de Trindade — reportagem sobre palestras e ações de Setembro Amarelo. (Prefeitura Municipal de Trindade)
- Prefeitura Municipal de Trindade — ação em escola (Roda de conversa, 10/09/2025). (Prefeitura Municipal de Trindade)
- Instagram / publicações do CAPS e atividades locais (registro de ações e programação). (Instagram)
- CVV — canal nacional de acolhimento: 188 (telefone, chat, e-mail). (CVV)
- Governo de Goiás — ações e orientações regionais para Setembro Amarelo. (Portal Goiás)
- Ministério da Saúde / Portal Gov.br — materiais e orientações sobre prevenção ao suicídio e cartilhas. (Serviços e Informações do Brasil)
- CAPS e Secretaria de Saúde (páginas institucionais e contatos locais). (Prefeitura Municipal de Trindade)

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