Trindade é a cidade goiana que investe apenas o mínimo legal em saúde, segundo o TCM-GO, e enfrenta filas, falta de remédios e infraestrutura precária. Neste artigo, você encontra dados comparativos com outras cidades, depoimentos de moradores e autoridades, além de soluções práticas para virar esse jogo. Descubra por que ultrapassar o patamar de 15% no orçamento municipal é urgente e como parcerias, mutirões e gestão integrada podem transformar o atendimento. Não fique de fora: entenda o cenário completo e saiba como cobrar melhorias!

Um relatório recente do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) revelou que Trindade – município da Região Metropolitana de Goiânia – investe apenas o valor mínimo legal em saúde, ficando na última posição do estado. Segundo o levantamento do TCM-GO, nos três anos de 2021 a 2023 Trindade aplicou cerca de 15% do seu orçamento municipal na área da saúde (15,62% em 2021; 15,17% em 2022; 15,58% em 2023) fonte. Esse percentual está no patamar mínimo exigido por lei (15% da receita) fonte, o que indica que o município praticamente não elevou gastos além do piso constitucional.
Em comparação, outros municípios goianos dedicaram muito mais recursos. Aparecida de Goiânia, por exemplo, saltou de 23,54% em 2021 para 38,12% em 2023 fonte. Monte Alegre de Goiás saiu de 19,34% para impressionantes 43,04% nesse período fonte. A capital Goiânia manteve investimento em torno de 20% fonte, e Senador Canedo chegou a 22%. Em outras cidades médias (como Anápolis e Catalão), também foram registrados percentuais acima de 25% fonte. Em suma, Trindade é a cidade com menor fatia do orçamento em saúde de todo o estado, muito próxima justamente do mínimo legal fonte.
Repercussão local: posição do governo municipal e autoridades
A divulgação dos dados gerou reações imediatas na comunidade. A Prefeitura de Trindade, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, lembra que tem promovido melhorias no setor mesmo com recursos limitados. Em balanço oficial (2021–2023), a gestão informou ter realizado 12,1 milhões de atendimentos em saúde e destaca investimentos expressivos em equipamentos, obras e programas sociais fonte fonte. Por exemplo, a administração diz ter investido cerca de R$ 121,3 milhões em 2023 na área da saúde, incluindo reformas de unidades e mutirões de atendimento fonte. O secretário interino de Saúde, Gustavo Queiroz, ressalta programas como o “Mais Saúde Para Você”, lançado em março de 2023, que destinou R$ 4 milhões ao “Programa Fila Zero” de consultas e exames fonte. Na ocasião, o prefeito Marden Júnior afirmou que levar serviços mais perto da população – com entrega domiciliar de remédios e autorizações de exames – seria uma resposta aos problemas identificados fonte.
Essas iniciativas contaram ainda com apoio de parlamentares. Trindade recebeu, em dezembro de 2024, R$ 850 mil em emendas do deputado estadual Cristiano Galindo para cirurgias e procedimentos de média complexidade fonte. O secretário Gustavo destacou que “essa parceria tem gerado resultados que vão de encontro com as necessidades dos trindadenses” fonte. O senador Vanderlan Cardoso, presente em eventos locais, elogiou a “decisão de investir maciçamente em saúde” em Trindade e citou remessas de recursos (R$ 400 mil, R$ 1 milhão e mais R$ 400 mil) para cirurgias fonte. Assim, as autoridades municipais procuram demonstrar que, apesar do orçamento apertado, o município recorreu a programas federais e estaduais para suprir demandas.
Queixas da população: filas, falta de remédios e estrutura precária
Do ponto de vista da população, contudo, a carência de investimentos é sentida no dia a dia. Moradores de Trindade relatam longas filas nos postos e hospitais do SUS, dificuldade para conseguir consultas especializadas e falta eventual de medicamentos básicos nas farmácias públicas. Embora não existam dados locais oficiais sobre essas queixas, pesquisas nacionais refletem a gravidade do cenário em cidades subfinanciadas. Uma sondagem da CNN mostrou que 72% dos entrevistados conhecem alguém que desistiu de esperar por atendimento no SUS devido à demora fonte. Outro levantamento da Confederação Nacional de Municípios aponta que 80,4% das cidades brasileiras enfrentam falta de medicamentos básicos fonte (como remédios para doenças crônicas), resultado de limites orçamentários e problemas de gestão. Esses indicadores sugerem que casos como o de Trindade – com investimento apenas no mínimo legal – podem implicar em desabastecimento de insumos e piora no atendimento. Em outras regiões de Goiás e do país, unidades de saúde sofrendo com infiltrações, goteiras e mobília antiga também são relatos comuns em comunidades atingidas por baixo aporte financeiro fonte fonte.
Consequências práticas para a população local
A menor proporção de gastos em saúde traz impactos práticos. Especialistas e usuários apontam consequências como: aumento do tempo de espera para consultas e cirurgias eletivas, carência de medicamentos no SUS municipal e dificuldade de manutenção da infraestrutura. Dados do Ministério da Saúde indicam que o tempo de espera para exames e consultas é um dos maiores desafios nacionais fonte. Em municípios onde a fila cresce, populações acabam buscando atendimento no setor privado (pagando do próprio bolso) ou deixando de tratar doenças no tempo adequado. Além disso, a ausência de recursos pode atrasar reformas de centros de saúde e a compra de equipamentos médicos modernos. Embora o relatório do TCM-GO não detalhe casos específicos, o cenário brasileiro sugere que clínicas e UBS locais podem operar no limite, ampliando filas de espera e provocando indignação na comunidade.
Sugestões de soluções e próximos passos
Para reverter esse quadro, especialistas e gestores apontam algumas saídas. Uma delas é aumentar o investimento além do mínimo: municípios em situação semelhante podem buscar, por exemplo, repasses extras do Estado ou da União via emendas parlamentares. Trindade já adotou essa estratégia (como as emendas de Galindo e Vanderlan) e ampliou programas de atendimento. Outra medida sugerida é a gestão integrada via consórcios públicos regionais, que permite compartilhar serviços especializados e compras de medicamentos, diluindo custos entre várias cidades. O próprio TCM reforça a importância de manter ou superar o patamar mínimo de 15%, especialmente diante da ampliação dos serviços pós-pandemia fonte.
Iniciativas federais recentes também oferecem apoio. O Ministério da Saúde lançou, em 2024, programas para reduzir filas e ampliar o atendimento. O Programa Nacional de Redução de Filas, por exemplo, viabilizou 1,34 milhão de cirurgias em todo o Brasil (99% da fila declarada no início do ano) fonte. Em 2024 o SUS bateu recorde histórico de 14,09 milhões de cirurgias realizadas fonte. Além disso, o governo federal enfatiza ações para atendimento integrado e telemedicina, que reduzem as idas múltiplas a especialistas fonte fonte. Trindade já participa de mutirões (com cirurgias eletivas) e pode ampliar o uso desses programas nacionais para aliviar a demanda represada.
Por fim, conselhos de saúde e entidades locais devem acompanhar os recursos aplicados. Transparência no orçamento municipal, avaliações periódicas e participação da sociedade civil são recomendados para que se cobre a correta destinação do mínimo constitucional. Segundo especialistas, conscientizar a população sobre a meta de investimento (15%) e formar consórcios (ou parcerias) pode ajudar o município a romper o patamar crítico. Nesse sentido, fortalecer a gestão pública – como vem prometendo o prefeito reeleito – e manter a articulação com Estado e União são passos vistos como urgentes para melhorar a saúde pública em Trindade.
Conclusão
Em síntese, o relatório do TCM-GO de 2025 expõe uma situação delicada para a saúde pública em Trindade, única cidade do estado investindo apenas o mínimo exigido legalmente fonte fonte. Enquanto outras prefeituras destinam percentuais muito maiores e registram avanços no atendimento, a população trindadense ainda convive com filas e falta de recursos. Autoridades municipais destacam novas ações e recursos extras – como emendas parlamentares e programas de mutirão – mas especialistas dizem que é preciso mais do que o básico. Para atender às necessidades reais dos moradores, diz-se que Trindade precisará ultrapassar a barreira dos 15% no orçamento, otimizar gastos e buscar parcerias estratégicas, garantindo assim uma saúde pública condizente com o porte e a demanda da cidade.
Fontes:
- Diário de Goiás
- O Popular
- Trindade GOV
- Folha
- GOV
- CNN Brasil
- Câmara de Trindade
- Poder Goiás
- IBGE
- Cidades IBGE
- Goiás GOV

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