Durante a Romaria, Trindade ferve — dinheiro, barracas e conflito. Este raio-X revela quem realmente lucra, quem perde, como funcionam licenças e fiscalização, e o que a prefeitura pode (e deve) fazer. Dados e soluções práticas para um balanço justo. Leia o texto completo e descubra como a cidade pode conciliar renda e ordem — e onde você pode cobrar mudanças.
Durante a Romaria e grandes eventos, Trindade vira vitrine: milhares de romeiros, barracas nas calçadas e dinheiro circulando. Mas quem realmente lucra? E qual o custo para o comércio formal, para o espaço público e para os próprios vendedores ambulantes? Este reportagem investigativa traz dados, regras e caminhos para reduzir conflitos sem criminalizar o trabalho.

Panorama: o cenário durante a Romaria
A Romaria do Divino Pai Eterno converte Trindade em um grande mercado temporário — milhares de visitantes criam demanda imediata por alimentos, bebidas, objetos religiosos e lembranças. A prefeitura organiza operação especial, com central de gestão integrada, segurança e fiscalização para atender o fluxo. fonte fonte
Esse ambiente favorece a atividade informal: vendedores ambulantes ocupam calçadas, praças e vias de grande circulação. Muitos chegam de outras cidades; outros já trabalham na cidade o ano todo e veem na romaria a principal fonte de renda.
Regras e instrumentos legais (O que diz a cidade?)
Em Trindade, o comércio ambulante é regulado por dispositivos do Código de Posturas e pelo Código Tributário municipal — que disciplinam licenças, taxas e a atuação da Coordenadoria de Fiscalização e Arrecadação. Para grandes eventos, a Câmara tratou de medidas específicas: em 2025 houve proposições sobre isenção de cobrança de licença para ambulantes residentes durante a Romaria. fonte fonte fonte
Na prática, há espaço para autorização temporária (taxas específicas podem ser definidas pela gestão municipal), mas também regras de ocupação do solo, higiene e segurança que precisam ser cumpridas — nem sempre acompanhado de fiscalização contínua. A existência de projetos e requerimentos sobre isenção mostra a tensão entre regularização e garantia de direitos dos trabalhadores. fonte fonte
3. Quem lucra? (E quanto isso realmente rende?)
- Vendedores locais: quem mora em Trindade pode reduzir custos de deslocamento e montar pontos próximos a moradias e comércios; em dias de romaria as vendas aumentam e, para muitos micro-vendedores, a temporada representa boa parte do faturamento anual. (Fonte: relatos das proposições e reuniões municipais sobre isenção.) fonte fonte
- Vendedores itinerantes: ambulantes de fora procuram rotas de romeiros; o faturamento bruto por dia pode variar muito conforme o produto, ponto e volume de público — mas os custos com transporte, alimentação e possíveis multas corroem a margem. (Contexto geral: debates de regulamentação e estudos regionais sobre autores/formalização.) fonte fonte
- Comércio formal: lojas físicas e bares próximos ao Santuário dizem sentir concorrência — especialmente quando ambulantes ocupam calçadas e criam pontos improvisados em frente a estabelecimentos. A leitura do setor formal de outras cidades mostra reclamação sobre “concorrência desleal” quando ambulantes atuam sem as mesmas obrigações fiscais. fonte
Resumo financeiro (estimativa prática): Sem dados públicos consolidados por ponto, qualquer número é aproximação. O essencial: romaria amplia receita total disponível na cidade, mas a distribuição é desigual — muitos ambulantes ganham o suficiente para o mês; alguns faturam mais, mas assumem custos e riscos (multa, apreensão, transporte). Falta transparência nos números consolidados.
Quem sofre? Impactos sociais e urbanos
- Comércio formal: perda de clientela em pontos específicos e sensação de deslealdade quando ambulantes vendem sem tributos ou licença. Debates em Goiânia e região mostram pressão da iniciativa privada por regras claras. fonte fonte
- Cidadãos e pedestres: calçadas ocupadas, lixo e riscos de segurança em locais de grande fluxo — problemas aumentam quando não há estrutura de higiene e coleta planejada. A gestão pública afirma ter planos de limpeza e coleta, mas a execução é o ponto crítico. fonte fonte
- Próprios ambulantes: risco de multas, apreensão de mercadorias e exploração por atravessadores ou intermediários que “dividem pontos”. Falta de organização coletiva dificulta negociação de condições melhores. A formação de associações de ambulantes em outras regiões foi uma resposta para buscar formalização e proteger direitos. fonte
Fiscalização: entre operação e improviso
A prefeitura de Trindade tem uma Coordenadoria de Fiscalização e Arrecadação responsável por autorizações e cobranças; durante a Romaria a cidade monta centrais de gestão integrada para coordenar mobilidade e segurança. Ainda assim, relatos locais e redes sociais mostram fiscalizações pontuais nas ruas — o problema é manter a coordenação sem sufocar quem depende do evento para sua renda. fonte fonte
Há também movimento legislativo recente propondo isenções/alterações; isso revela que a solução será política e administrativa, não apenas de blitz e multas. fonte fonte
Boas práticas observadas em outras cidades (O que pode funcionar para Trindade?)
- Zonas delimitadas e licenças temporárias claras — mapa de pontos aprovados, rotativo, para reduzir conflito com o comércio estabelecido. (Projetos em cidades vizinhas tratam disso.) fonte fonte
- Feiras oficiais para ambulantes locais — reduzir informalidade e criar receita municipal via concessões simplificadas. (Experiências e propostas em capitais e regionais.) fonte
- Organização e representação — apoio para associação/local de ambulantes negociar condições, capacitação em higiene e empreendedorismo. fonte
- Plano de limpeza e logística integrado — lixeiras, pontos de coleta e equipes extras durante o evento para manter a cidade limpa e minimizar impacto ambiental. (Práticas anunciadas pela prefeitura em 2025.) fonte
Recomendações práticas (para leitores / moradores)
- Se for consumidor: prefira comprar em barracas regulares, exija nota quando possível e denuncie práticas irregulares que prejudiquem segurança.
- Se for ambulante: procure a Coordenadoria de Fiscalização e Arrecadação para orientação e documentação; avalie associações locais. (Endereço/telefone: Coordenadoria — Av. Raimundo de Aquino, n° 420; fone (62) 3506-7000). fonte
- Se for comerciante formal: abra diálogo com a prefeitura e grupos de ambulantes para buscar soluções conjuntas; registre eventuais prejuízos para construir políticas equilibradas.
Conclusão (imparcial)
A Romaria traz oportunidade econômica e tensão urbana. A melhor saída passa por regulamentação clara, fiscalização inteligente, diálogo e políticas que conciliem proteção ao comércio formal com o direito ao trabalho dos ambulantes — sem reduzir tudo a confronto. A prática e a experimentação local (zonas, feiras oficiais e associações) parecem caminhos viáveis para Trindade.
Links de navegação / fontes confiáveis)
- Prefeitura Municipal de Trindade — notícia sobre Central de Gestão da Romaria 2025. (Prefeitura Municipal de Trindade)
- Portal do Governo de Goiás — informação sobre a Romaria do Divino Pai Eterno. (Goiás)
- Câmara Municipal de Trindade — Projeto de Lei nº 016/2025 (isenção de licença para ambulantes residentes durante a Romaria). (atividadelegislativa.camaratrindade.go.gov.br)
- Requerimento 493/2025 — Câmara Municipal de Trindade (isenção de cobrança de taxas durante a Romaria). (scal.camaratrindade.go.gov.br)
- Código de Posturas de Trindade (Lei Municipal) — regras locais sobre posturas e ocupação de espaço público. (Leis Municipais)
- Coordenadoria Executiva de Fiscalização e Arrecadação — dados de contato e funcionamento. (Prefeitura Municipal de Trindade)
- Matéria sobre organização de vendedores ambulantes e associações na Assembleia Legislativa (contexto regional sobre formalização). (Portal da Alego)
- Debate em Goiânia sobre regulamentação do comércio ambulante (contexto e polêmica). (Jornal Opção)
Informações editoriais para publicação (pronto para WordPress)
- Título (H1): Comércio informal e romeiros: quem lucra, quem sofre — um raio-X dos ambulantes em Trindade
- Categoria: Economia local / Sociedade / Romaria
- Tags sugeridas: ambulantes; romaria; Trindade; comércio informal; fiscalização; turismo religioso; limpeza urbana
- Imagem destacada: foto de romeiros na área comercial do Santuário, com barracas e fluxo (alt: “Romeiros e ambulantes em frente ao Santuário do Divino Pai Eterno”).
- Call to Action no final do post: “Você tem uma história sobre vendas na romaria? Conte nos comentários ou envie um depoimento/recebimento por e-mail para contato@informatrindade.com.br — vamos acompanhar e cobrar soluções.”
- Tamanho aproximado: ~1.100–1.400 palavras (ajustável).

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